quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

LINHAS DE MONTAGEM DE PRODUTOS APPLE NA CHINA TÊM 'GERENCIAMENTO MILITAR', MOSTRA CANAL FRANCÊS





O programa francês "Envoyé Especial" (Enviado Especial, em tradução livre), veiculado pelo canal France 2, mostra que pouco mudou nas fábricas da Foxconn após a montadora de eletrônicos chinesa, responsável pela fabricação de gadgets da Apple, se comprometer a melhorar as condições de trabalho de seus funcionários.

Veiculada na última quinta (13), a reportagem é chamada de "e-Germinal: no inferno das usinas chinesas", em uma referência ao romance Germinal de Émile Zola, que retrata o sofrimento dos mineiros de carvão na França no século 19. O vídeo mostra imagens feitas por duas pessoas infiltradas em fábricas na China da Foxconn -- a companhia se recusou a permitir a entrada dos jornalistas.

Segundo a reportagem, o sistema de produção da Foxconn, que emprega 1,4 milhão de pessoas na China, funciona à base de um "gerenciamento militar" nas fábricas, "onde os insultos são cotidianos e os dormitórios insalubres".

Não há imagens da linha de produção porque os funcionários são obrigados a deixar todos objetos "metálicos", incluindo celulares, em armários antes de começar a trabalhar. Eles não podem usar relógios e não há relógios nas paredes da fábrica. "O tempo não passa. É desesperador", conta a mulher que trabalhou infiltrada.

"Nós tínhamos de trabalhar durante a madrugada, durante oito horas. O turno terminaria às 5h da manhã, mas daí eles decidiram acrescentar mais duas horas de trabalho. Nós tivemos apenas uma pausa, mais ou menos às 23h. E o trabalho é sempre repetir o mesmo gesto", conta o outro infiltrado.

Dormitórios insalubres

Depois do trabalho, todos retornam ao dormitório, diz ele, "mas não conversam uns com os outros". São oito pessoas por quarto, equipados com beliches sem colchões. Há uma sala de TV – um pequeno aparelho pendurado na parede – com fileiras de bancos de madeira. Alguns dos dormitórios ainda estão sendo construídos, mas já estão ocupados por trabalhadores da Foxconn, mesmo sem haver eletricidade ou elevadores.

O salário, de cerca de 220 euros (cerca de R$ 605), é bem maior do que esses trabalhadores conseguiriam trabalhando em suas províncias de origem. "Mas não chegamos a receber isso. Descontam 14 euros do dormitório, 50 da refeição e mais dinheiro do seguro", diz a mulher infiltrada.

A reportagem conclui que as más condições de trabalho tem como origem o atendimento à demanda de produção do iPhone 5. O smartphone é tido como mais difícil de ser produzido quando comparado aos seus antecessores – tão difícil que a Foxconn tem de contratar novos funcionários "incansavelmente" para substituir os trabalhadores que deixam, "frustados", a linha de montagem.

A Foxconn não quis comentar as imagens feitas pelo canal de TV francês. A Apple informou ao programa que "as empresas subcontratadas são obrigadas a fornecer condições de trabalho seguras, dignidade e respeito aos funcionários".

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

GINÁSTICA LABORAL PROPORCIONA BEM-ESTAR FÍSICO E EMOCIONAL; CONFIRA 11 EXERCÍCIOS

A prática de exercícios regulares no ambiente de trabalho auxilia no combate ao desgaste emocional e melhora o relacionamento interpessoal dos trabalhadores, segundo especialistas. A ginástica laboral consiste em uma série de exercícios, desenvolvidos geralmente no meio da jornada de trabalho, com o objetivo de quebrar a rotina de movimentos repetitivos e auxiliar na prevenção de lesões.
 
A fisioterapeuta Letícia Oliveira Penaroti afirma que, além de ajudar em uma reeducação corporal, a prática da ginástica laboral diminui o surgimento da LER (Lesão por Esforço Repetitivo). “Dentro dessa síndrome, existem milhares de doenças: tendinite, tenossinovite, síndrome do túnel do carpo, bursite, entre outras”, explica. “Com a ginástica, elas diminuem”.
 

Veja 11 dicas de exercícios de ginástica laboral

Foto 5 de 11 - Puxe sua perna para trás e tente segurá-la por 10 segundos; faça o mesmo movimento com a outra perna. Você também pode usar uma mesa como apoio para colocar sua perna bem reta; tente segurar a ponta do pé com uma mão. O fisioterapeuta Daniel Claret lembra que é importante ter a supervisão de um profissional da área para analisar as musculaturas e articulações sobrecarregadas Leandro Moraes/UOL
 
A ginástica laboral melhora também a condição física e psicológica dos funcionários e o aumento da integração entre as equipes. “Ela aproxima pessoas que você, talvez, nem sabia o nome direito. Com isso, a ginástica melhora não só o relacionamento profissional, mas pode transformá-lo em uma relação particular, humana”, analisa Daniel Claret, fundador da Health Pro, empresa especializada em oferecer programas de saúde.
 
Letícia explica que, com a norma reguladora 17, o Ministério do Trabalho estabeleceu parâmetros para que essa adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos funcionários acontecesse.
 
Claret acredita que, de alguma forma, a ginástica laboral atua nas pessoas, relaxando a cabeça, o corpo e a musculatura como um todo, ajudando-as a desempenhar melhor suas funções.
 
A introdução da prática de exercícios também beneficia os empregadores. “Para a empresa, além de reduzir o número de faltas, aumenta a motivação dos funcionários e isso faz com que eles acabem produzindo mais”, analisa Paulo Roberto Benício, fisioterapeuta e dono da empresa FIT (Fisioterapia Integrada ao Trabalho).
 

Benefícios

Os exercícios aplicados aos trabalhadores dependem do tipo de esforço a que estão condicionados. “Em um local onde o funcionário carrega bastante peso, como em uma fábrica, o maior número de lesões é por distensões musculares. Nesse tipo de empresa, a ginástica é mais voltada para o aquecimento”, conta Benício. 
 
Para esses profissionais, os exercícios devem ser mais dinâmicos, pois buscam aquecer as articulações e a musculatura, como o polichinelo.
 
Já para quem está condicionado a uma sobrecarga mais estática, como quem trabalha em escritório, o fisioterapeuta afirma que os exercícios devem ser de alongamento, estimulando mãos, braços, ombros e coluna cervical.
 
Quanta à duração, Claret considera três vezes por semana uma média ideal. Realizada apenas uma vez por semana, a atividade passa a ser contraproducente. “Se o empregador quer apenas uma vez, é preferível que leve uma pessoa para fazer uma massagem rápida”, avalia. “Vai ser mais aceito pelos funcionários e terá um efeito muito maior”.
 
Benício acrescenta que cada alongamento deve ter entre 10 e 15 segundos, uma vez que o objetivo dos exercícios não é aumentar a flexibilidade do músculo, mas sim “distensionar” a musculatura.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/empregos/ultimas-noticias/2012/12/11/ginastica-laboral-proporciona-bem-estar-fisico-e-emocional-confira-11-exercicios.jhtm

terça-feira, 27 de novembro de 2012

PARABÉNS AOS TÉCNICOS EM SEGURANÇA DO TRABALHO









PARABÉNS AOS TÉCNICOS EM SEGURANÇA DO TRABALHO pelo dia de honra em sua homenagem, que lembrado e comemorando em todos os 27 de Novembro.

O Técnico em Segurança do Trabalho é um profissional de nível médio, sendo habilitado a identificar e avaliar as condições ambientais de trabalho dentro das empresas, analisar procedimentos de rotina, fluxos e riscos de operação, máquinas e equipamentos, elaborar planos, estudos estatísticos de acidentes e doenças ocupacionais, fazer cumprir as normas e regulamentos, desenvolver programas Prevencionistas, campanhas, cursos, treinamentos, assessorar a CIPA e coordenar todas as atividades ligadas à Segurança do Trabalho da empresa.

A MALG – CONSULTORIA ESPECIALIZADA EM SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO deseja a todos os TST, e muita prosperidade nos seus objetivos, e que DEUS continue nos iluminando, sempre renovando a nossas forças e acrescentando em nós inteligência, entendimento e sabedoria para que possamos continuar sendo ótimos Profissionais Prevencionistas.


quinta-feira, 15 de novembro de 2012

PREVENOR 2012 - 11ª FEIRA NORTE-NORDESTE DE SAÚDE, SEGURANÇA DO TRABALHO E EMERGÊNCIA


SST no Nordeste

Recife/PE sedia 11ª edição da PreveNor em dezembro

Em sua 11ª edição, a maior feira prevencionista do Norte-Nordeste retorna à Recife para propiciar aos profissionais de Saúde e Segurança do Trabalho e de Emergência uma oportunidade ímpar de capacitação e de atualização profissional. Promovido pelas revistas Proteção e Emergência, com a realização da Proteção Eventos e patrocínio da empresa Honeywell, a PreveNor ocorrerá entre os dias 5 e 7 de dezembro no Centro de Convenções de Pernambuco.

A programação paralela do evento contará com mais de 20 atividades técnicas para o aperfeiçoamento profissional na área de SST e de Emergência. Entre eles, o Seminário de Análise de Riscos, o Encontro Norte-Nordeste de Profissionais de Saúde e Segurança do Trabalho, Encontro Norte-Nordeste dos Profissionais de Emergência, os Workshops para atualização profissional em Saúde e Segurança no Trabalho e Proteção Contra Incêndio, o Ciclo de Palestras POLI/ UPE e a 3ª Jornada do SAMU. Além disto, o evento marcará a primeira edição do Seminário da NR 35, que buscará contextualizar e esclarecer dúvidas sobre todos os procedimentos obrigatórios de segurança previstos pelo Ministério do Trabalho para a prática de trabalho em altura.

Durante os três dias de evento, os participantes também terão a oportunidade de conferir as novidades em produtos e serviços disponíveis no mercado de Saúde e Segurança no Trabalho e Resgate e Emergência. 

Para mais informações sobre a 11ª PreveNor, acesse www.prevenor.com.br, mande e-mail paratreinamen-to@protecaoeventos.com.br ou ligue para (51) 2131-0400

Fonte : http://www.protecao.com.br

domingo, 11 de novembro de 2012

PERFIL PROFISSIOGRÁFICO PREVIDENCIÁRIO - PPP




O Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) é um formulário com campos a serem preenchidos com todas as informações relativas ao empregado, como por exemplo, a atividade que exerce, o agente nocivo ao qual está exposto, a intensidade e a concentração do agente, exames médicos clínicos, além de dados referentes à empresa.

O formulário deve ser preenchido pelas empresas que exercem atividades que exponham seus empregados a agentes nocivos químicos, físicos, biológicos ou associação de agentes prejudiciais à saúde ou à integridade física (origem da concessão de aposentadoria especial após 15, 20 ou 25 anos de contribuição). Além disso, todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais e do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional, de acordo com Norma Regulamentadora nº 9 da Portaria nº 3.214/78 do MTE, também devem preencher o PPP.

O PPP deve ser preenchido para a comprovação da efetiva exposição dos empregados a agentes nocivos, para o conhecimento de todos os ambientes e para o controle da saúde ocupacional de todos os trabalhadores.

PPP Eletrônico

Estamos transformando o formulário do Perfil Profissiográfico Profissional – PPP em um sistema: as empresas terão acesso ao programa, farão as atualizações necessárias e enviarão para a Previdência Social, a exemplo do funcionamento do programa de declaração de imposto de renda. O PPP Eletrônico deverá, a princípio, estar disponibilizado na Internet, possibilitando que o trabalhador possa acessá-lo por meio de senha individual, permitindo assim o acompanhamento do preenchimento e das atualizações; a solicitação de retificação de possíveis erros; a emissão e impressão imediata quando necessitar para qualquer comprovação; entre outros.

A partir da disponibilização do PPP Eletrônico pela Previdência Social as empresas serão obrigadas a informar o perfil profissiográfico de todos os trabalhadores, inclusive dos que não exerçam atividades baixo agentes nocivos físicos, químicos, biológicos ou combinação destes.

Os parâmetros para elaboração e as regras de negócio do Sistema PPP Eletrônico já foram definidos pelo DPSO.
Legislação específica:

Fonte: http://www.mpas.gov.br/conteudoDinamico.php?id=465

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

CIPA







A empresa que constituir CIPA deverá observar os seguintes itens:

a) A CIPA será composta de representantes do empregador, por ele designado, e dos representantes dos empregados eleitos.
b) Todo estabelecimento que não se enquadrar no Quadro I da NR-5, deverá designar um responsável pelo cumprimento da norma.

Processo Eleitoral

C1) É de responsabilidade do empregador convocar as eleições para escolha dos representantes dos empregados, sessenta dias antes do término do mandato.
C2) O edital de convocação deverá ficar fixado durante quinze dias, de maneira que todos os empregados que queiram se candidatar tomem ciência e se inscrevam.

a) No ato da inscrição o candidato deverá receber um recibo;
b) Todos os candidatos inscritos terão garantia de emprego até a eleição;

C3) O empregador deverá constituir a Comissão Eleitoral cinqüenta dias antes do término da gestão em curso, que será responsável pela organização e acompanhamento do processo eleitoral.
C4) Deverá ser publicado em Edital de Divulgação o nome dos empregados que se candidataram, esse deverá estar fixado durante quinze dias, de maneira que todos os empregados tomem ciência dos candidatos inscritos.
C5) Deverá ser realizada a eleição no prazo de trinta dias antes do término do mandato.

a) Durante a eleição respeitar os turnos de trabalho;
b) Folha de votação deverá ser assinada por todos os empregados que votarem;
c) Durante a eleição o voto deverá ser secreto;
d) Todo empregado do estabelecimento tem o direito a voto;

C6) Os representantes eleitos e designados deverão ser empossados, com o devido treinamento de 20 horas conforme a NR-5, no primeiro dia útil após o término do mandato em curso.
C7) A empresa deverá protocolizar (requerimento) em até dez dias, na unidade descentralizada do Ministério do Trabalho, as cópias das atas de eleição de Instalação e Posse, e os Calendários anuais de reuniões, constando dia, hora e local, sendo doze reuniões entre o inicio e o término do mandato.
C8) Protocolizada a documentação na Delegacia Regional do Trabalho, o empregador não poderá desativar a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes CIPA, antes do término do mandato, exceto no caso de encerramento das atividades do estabelecimento.

Atribuições dos Representantes da CIPA

D1) Divulgar aos trabalhadores informações relativas à segurança e saúde no trabalhado;
D2) Divulgar e promover o cumprimento das normas regulamentadoras;
D3) Colaborar no desenvolvimento e implementação do PCMSO e PPRA;
D4) Promover anualmente em conjunto com o SESMT, se houver, a semana interna de prevenção do trabalho - SIPAT;
D5) As atas de reuniões deverão ficar no estabelecimento a disposição dos agentes de inspeção do trabalho;
D6) As atas de reuniões deverão ser assinadas pelos presentes com encaminhamento de cópias para todos os membros.

Observações Gerais:

a) A CIPA deverá ser constituída por estabelecimento.
b) No caso de empreiteiras ou empresas de prestação de serviços, considera-se estabelecimento o local em que seus empregados estiverem exercendo suas atividades.
c) A empresa deverá guardar os documentos relativos à eleição, por um período de cinco anos.
d) As empresas ligadas a transportes deverão verificar Portaria Nº 25 de 27 de maio de 1.999 e Portaria 16 de 10 de maio de 2.001. e) As empresas que constam nos grupos C 18 e C-18a na Portaria N º 08 de fevereiro de 1.999, deverão verificar a Portaria Nº 24 de 27 de Maio de 1.999.
f) As empresas ligadas a Mineração ou permissionário de lavra Garimpeira, deverão verificar NR-22.36.
g) É considerado empregado, para fins de constituição da CIPA, a pessoa que preste serviço de natureza não eventual ao empregador, sob dependência e mediante salário.
h) O mandato dos membros da CIPA terá a duração de um ano, permitida uma reeleição (manual da CIPA NR5 item 5.7).
i) É vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa do empregado eleito para cargo de direção da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes desde o registro de sua candidatura até um ano após o final de seu mandato.
j) Caso o empregado queira sair da CIPA, o mesmo deverá solicitar por escrito ao presidente da comissão, informando ao empregador e este comunicando Ministério do Trabalho a saída do representante como a posse de outro para substituí-lo.
k) Toda Legislação, de Segurança e Saúde do Trabalhador esta a disposição no site :www.mte.gov.br. *reeleição é a eleição subseqüente.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

EMPRESAS DESCONHECEM AS NORMAS BÁSICAS DE SAÚDE INSTITUÍDAS PELO MTE



IMPLANTAÇÃO OBRIGATÓRIA Conforme Lei nº 6.514/77 e Portaria nº 24 e 25 de 29/12/94 e a de nº 08 de 08/05/96 e despacho da SSST-MTE de 01/10/99 da (Secretária de Segurança e Saúde no Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego)

PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional):

O PCMSO-NR7 (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional), tem como objetivo, a promoção e a preservação da saúde do conjunto dos seus trabalhadores e tem por finalidade atender a obrigatoriedade da implantação e implementação, por parte de todos empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados regidos pela CLT, com o advento da Lei: 6.514 / Portaria 3.214 e pode gerar multa até 20.000 Ufir’s por funcionário.

O PCMSO CONSISTE EM:
01- Abertura de guarda do Prontuário Médico individual de cada funcionário;
02- Exame Clínico Ocupacional;
03- Análise Anamnese do funcionário;
04- Emissão do Atestado de Saúde Ocupacional - ASO: Periódico, Admissional, Demissional, Troca de função e Retorno ao Trabalho;
Aso’s (Atestados de Saúde Ocupacional) NR-7: Contém todas as informações e condições de saúde de cada funcionário;
a- ADMISSIONAL: Exame realizado ANTES que o funcionário assuma as suas atividades;
b- DEMISSIONAL: Realizado dentro dos 15dias que ANTECEDEREM o seu desligamento;
c- PERIÓDICO: Realizado em INTERVALOS MÍNIMOS DE TEMPO OU ANUAL, de acordo com a atividade do Funcionário;
d- RETORNO AO TRABALHO: Realizado no PRIMEIRO DIA DE VOLTA ao trabalho do funcionário ausente por um período igual ou superior a 30dias por motivo de doença ou acidente, de natureza ocupacional ou parto;
e- MUDANÇA DE FUNÇÃO: Realizado quando o funcionário MUDA DE FUNÇÃO ou com ALTERAÇÃO DE RISCO, dentro da empresa;
05- Exames complementares quando necessários e solicitado pelo Médico;
06- Avaliação de riscos com relação a danos à saúde do trabalhador, junto com o PPRA;
07- Implantação de Medidas de Controle e Avaliação de sua eficácia depois de implantadas;
08- Sugestões de Treinamento, Cursos e Palestras relacionadas à saúde dos funcionários;
09- Relatório Anual das alterações de saúde quando encontradas;
10- Acompanhamento e Controle do estado Clínico Ocupacional dos funcionários.

PCMSO é um programa médico de saúde ocupacional para prevenir e controlar a saúde dos funcionários, evitando doenças no exercício das suas funções, como também a aposentadoria por invalidez permanente. A empresa poderá arcar com um pesado ônus em exercício do descomprimento da Legislação vigente, isto é; se não implantar e implementar os programas. Não se trata de mais uma burocracia governamental, mas uma solução para os graves problemas de saúde ocupacional que ocorrem no Brasil.


PCMSO - Perguntas Frequentes:

O que é PCMSO ?

O PCMSO é um programa, estabelecido pela Portaria nº 24/94 do MTbE/SSST, a ser elaborado e implementado nas empresas para o controle de saúde dos trabalhadores de acordo com os riscos ocupacionais os quais estejam expostos.

Quem esta obrigado a fazer o PCMSO ?

Todas as empresas que admitem trabalhadores regidos pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Além de ser uma exigência legal prevista na NR7, o PCMSO está respaldado na Convenção 161 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), respeitando os princípios éticos, morais e técnicos.

E os trabalhadores temporários, como ficam ?

No caso do trabalhador temporário, o vínculo empregatício existe apenas entre o trabalhador temporário e a empresa prestadora de trabalho temporário. Esta é que está sujeita ao PCMSO e não o cliente. Recomenda-se às empresas que contratam prestadoras de serviços a colocar como critério de contratação, a realização do PCMSO.

O PCMSO e o PPRA devem ser integrados ?

Sim. Os programas devem ser integrados, pois o PPRA trata dos agentes ambientais e o PCMSO, dos trabalhadores expostos a estes agentes.

Mais sobre PPRA>>

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

SUPERMERCADO QUE EXPLODIU NA ZONA NORTE DO RIO NÃO TINHA LAUDO DE SEGURANÇA, DIZ CORPO DE BOMBEIROS

A edificação do supermercado Multi Market de Irajá, onde houve uma explosão que deixou sete feridos, na quarta-feira (31), na zona norte do Rio de Janeiro, não recebeu do Corpo de Bombeiros um laudo de segurança previsto pelo Coscip (Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico). A corporação ainda não detalhou quais são as exigências que constam no documento.

De acordo com a Coordenação de Licenciamento e Fiscalização da Prefeitura do Rio, o alvará de funcionamento da filial Irajá foi concedido ao Multi Market em setembro de 2011. Na ocasião, todos os documentos apresentados estavam regulares, entre os quais os atestados de competência do Corpo de Bombeiros.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

ACIDENTES DE TRABALHO – A TRISTE SINA DO TRABALHADOR BRASILEIRO




As reportagens reproduzidas abaixo noticiam ocorrências de acidentes de trabalho no Brasil na semana passada. Do jeito que a coisa vai, o Anuário Estatístico da Previdência Social para 2012 não deverá ficar muito diferente do que foi divulgado pela Previdência Social na semana passada em relação ao ano de 2011. 

Todos os dias acontecem milhares de acidentes de trabalho. O que é publicado na imprensa é apenas a ponta de um problema gigantesco, geralmente, os acidentes mais graves. Mas há milhares de trabalhadores anônimos que sofrem ferimentos ou que adoecem nos ambientes de trabalho.

Quedas, soterramentos, explosões, intoxicações, cortes, são inúmeras as causas e formas de acidentes de trabalho que machucam e causam traumas em trabalhadores. Má conservação de máquinas e veículos, negligência com equipamentos de segurança e proteção, descumprimento de regras e muitas outras circunstâncias cercam os acidentes de trabalho e poderiam ser detectadas pelos Auditores-Fiscais do Trabalho caso eles fossem em número suficiente para chegar a todos os locais de trabalho. A realidade, entretanto, não é essa.

Mesmo com o concurso realizado em 2010, hoje os Auditores-Fiscais do Trabalho são menos de três mil em atividade, com perspectivas de diminuição a cada dia, já que muitos já estão aptos a se aposentar. Com esse quadro diminuto frente ao crescimento econômico, ao boom imobiliário, ao aumento do número de empregos formais, entre muitas outras variáveis, fica cada vez mais difícil alcançar todos os estabelecimentos, canteiros de obras, comércio, serviços, frentes de trabalho em agricultura e grandes obras como hidrelétricas na Região Norte do país. O desafio é imenso e ficará cada vez maior tanto mais o governo demore para tomar medidas de recomposição e ampliação do quadro da Auditoria-Fiscal do Trabalho.

Os números estão avisando e, pior, eles podem ser muito maiores, devido à subnotificação e aos casos que não são cadastrados como acidentes de trabalho quando, na verdade, o são.

Veja algumas notícias sobre acidentes:

24-10-2012 - TV Globo – Jornal Regional – Ribeirão Preto (SP)
Operário morre enquanto trabalhava em obra de saneamento



quarta-feira, 24 de outubro de 2012

ACIDENTES DE TRABALHO MATAM 45.409 PESSOAS NA CHINA ENTRE JANEIRO E SETEMBRO

    
Os acidentes de trabalho na China causaram 45.409 mortes nos três primeiros trimestres de 2012, uma queda anual de 15,3%, informou o órgão de segurança de trabalho do país.

  Ao todo, 210.797 acidentes foram registrados na China de janeiro a setembro, uma diminuição anual de 21,3%, de acordo com dados divulgados em uma conferência nacional sobre segurança do trabalho.

  Fu Jianhua, chefe da Administração Estatal para Supervisão de Segurança de Minas de Carvão, indicou que nas minas do país morreram 1.146 pessoas e 650 acidentes foram registrados entre janeiro e setembro.

  As mortes causadas por operações ilegais representam 46,5% do número total de mortes acidentais, disse Fu.

  O chefe da Administração Geral da Supervisão de Segurança do Trabalho, Yang Dongliang, destacou na conferência a importância da segurança em minas de carvão e acrescentou que a administração enviará grupos supervisores a 20 importantes distritos para iniciar revisões específicas.

  As minas na China estão entre os locais onde se registram mais mortes no mundo, porque acidentes fatais ocorrem frequentemente devido à falta de regulamentos de segurança e de conscientização sobre o tema.

  As autoridades pretendem fechar 625 minas pequenas este ano.

por Agência Xinhua

Fonte: http://portuguese.cri.cn/561/2012/10/24/1s157532.htm

terça-feira, 23 de outubro de 2012

APELIDO NO TRABALHO NEM SEMPRE GERA DANO MORAL



Um vigilante da Prosegur Brasil, empresa de segurança e transporte de valores, não vai receber indenização por danos morais pelo fato de ser chamado de Maçarico e Dedo duro. Recurso do trabalhador ao Tribunal Superior do Trabalho foi rejeitado, permanecendo a decisão do Tribunal Regional (TRT, segunda instância, que confirmou ser indevida a indenização, até por que, na Prosegur, quase todos os empregados eram chamados por apelidos. E também por não ter ficado provado que tais apelidos eram impostos pelas chefias.

O reclamante alegou que, a partir de 2006, começou a sofrer frequentes humilhações de seus superiores, que o chamavam de Maçarico e Dedo duro, por supostamente divulgar e comentar eventuais falhas que seus colegas teriam cometido. E sustentou ter sido acometido de "grande transtorno psíquico, como síndrome de pânico e violenta depressão, tendo sido afastado pelo INSS entre fevereiro e junho de 2007".

As testemunhas ouvidas pela Justiça do Trabalho relataram que elas próprias também eram chamadas por apelidos, como Baturé, Negão e King Kong, e que as alcunhas tinham diversas origens, surgindo frequentemente no meio dos colegas.

Um dos vigilantes ouvidos, apelidado de Saci ou Tocha, contou que conhecia e tratava o autor da ação pelos apelidos, mas que desconhecia seu comportamento de "dedo duro".

Recurso
Com o pedido de indenização negado pela Justiça trabalhista de primeiro grau, o segurança apelou ao TRT, mas o recurso foi desprovido, uma vez que não foi comprovado, pelo autor da ação, que os apelidos lhe foram dados pelos superiores, ou que tinham a intenção de humilhá-lo. O acórdão também ressaltou que o fato de o vigilante não chamar os outros colegas por seus apelidos em nada alterava a sentença.

O segurança pretendia provocar uma decisão do TST, com base em recurso de revista. Mas o TRT não permitiu que o recurso "subisse", alegando que a peça não apresentava a devida divergência jurisprudencial para comparação, e que sua apreciação ensejaria a revisão de provas, o que é vetado pela Súmula nº 126.

Assim, o TST rejeitou ("não conheceu") o recurso, sem discutir o mérito da decisão da segunda instância.


Fonte: Jornal do Brasil/Luiz Orlando, Brasília

http://www.jb.com.br/pais/noticias/2012/10/22/apelido-no-trabalho-nem-sempre-gera-dano-moral/

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

AQUECIMENTO EM MÁQUINA CAUSA INCÊNDIO NA FÁBRICA DA PEDRA EM DELMIRO GOUVEIA

Minuto Sertão
por Jota Silva com Fábio Guedes e Ítallo Timóteo 
Crédito: Grupo Carlos Lyra


Na manhã desta segunda-feira (22), um incêndio em uma das galerias que armazenam resíduos de Algodão na Fábrica da Pedra S/A Fiação e Tecelagem, pertencente ao Grupo Carlos Lyra, em Delmiro Gouveia, por pouco não destruiu o galpão que fica no subsolo do prédio industrial. 

Segundo a coordenadora de segurança do trabalho, Viviane, o fogo começou depois do aquecimento de uma máquina responsável pela produção de linhas. A fumaça liberada pela ferramenta junto com algumas faíscas teriam sido os possíveis indícios das chamas que atingiram um amontoado de algodão. 

Duas equipes do 9º Grupamento de Bombeiros Militar foram acionadas para conter o incêndio, considerado pelos militares, de pequena proporção, mas quando chegaram ao local fabril, as labaredas já tinham sido contidas pela Brigada de Incêndio da indústria. No momento do sinistro, funcionários saíam para horário de almoço, conforme apurou o Minuto Sertão, alguns nem chegaram a notar o ocorrido. Ninguém se feriu. 

De acordo com a sargento do CB Cláudia Braz, mesmo com o local já fora de risco de novos focos, foi feito um rescaldo para garantir que o fogo não voltasse.

SISTEMA CONFEA/CREA E MÚTUA DISCUTE PROJETO DE LEI DOS TECNÓLOGOS NO CONGRESSO NACIONAL

                                                          Fonte: www.confea.org.br
                                              
Solicitada pelos coordenadores das Câmaras Especializadas de Engenharia Civil dos Creas, uma audiência, na tarde desta terça-feira (16/10), com a deputada federal Fátima Bezerra (PT/RN) tratou sobre o Projeto de Lei dos tecnólogos, que, entre outros itens, enumera as atribuições dos profissionais tecnólogos e define que o registro profissional desses seja feito no Ministério do Trabalho.

Na ocasião, o presidente do Confea, José Tadeu da Silva, apresentou como a discussão das atribuições dos tecnólogos tem ocorrido no âmbito do Sistema Confea/Crea e Mútua e esclareceu que, por determinação de lei, quem estabelece e concede atribuições são os conselhos profissionais.

O conselheiro federal Francisco Ladaga explicou que o ponto do projeto que diverge com o Sistema Confea/Crea e Mútua é o fato de ele enumerar as atribuições do tecnólogo. “Há anos trabalha-se dentro da política de que o que define as atribuições de um profissional é a sua real formação. Desde então, tenta-se estabelecer isso por meio de análise curricular, atendendo inclusive a flexibilidade proposta pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Definir atribuições por meio de lei, que é o que este PL propõe, quebra a metodologia que o Sistema busca implantar para ser adotada”, explicou.

De acordo com o assessor Pedro Lopes, a deputada foi sensível à apresentação e, por isso, se prontificou para elaborar uma nova redação do PL para atender o pleito do Sistema Confea/Crea e Mútua, contemplando o que reivindicam os tecnólogos, dentro dos princípios legais.

De acordo com a conselheira federal Darlene Leitão, que participou da audiência, a deputada foi muito receptiva e entendeu a preocupação do Confea sobre como o projeto está colocado. “O Confea tem que ficar atento e acompanhar essas propostas de mudanças de leis, pois quem são os especialistas, entendedores e aplicadores das leis no âmbito das profissões da área tecnológica somos nós, o Sistema Confea/Crea e Mútua. Temos de estar presentes no Congresso Nacional quando das discussões de questões que afetam os profissionais”, completou.

Estiveram presentes na audiência representando o Sistema, além do presidente José Tadeu da Silva e Darlene Leitão, o assessor Pedro Lopes de Queiros, os conselheiros federais Francisco Ladaga e Melvis Barrios e o coordenador nacional das Câmaras Especializadas e Engenharia Civil, André Schuring, além do coordenador das câmaras do Crea-RJ, Edison Ribeiro, e um assessor da câmara do Crea-TO, Jefferson Cassoli.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

SUCESSO TOTAL / MALG FAZENDO A SEGURANÇA DE SUA EMPRESA



A empresa MALG consultoria e treinamentos foi fundada em 2012, e está localizada em Paulo Afonso – BA. Tendo em vista a necessidade das empresas/organizações em atender e se adequar corretamente as legislações voltadas para a saúde e segurança no trabalho, tornando-se assim um diferencial para elas.

 Com a finalidade de buscar melhor atendimento e esclarecimentos aos clientes sobre normas regulamentadoras, segurança do trabalho e treinamentos, a MALG visa a melhoria contínua das empresas/organizações, primando pela saúde e segurança dos seus colaboradores.

 SERVIÇOS
 - Elaboração de PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais/ NR-9 MTE
 - Elaboração de PCMSO - Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional/  NR 7
 - Treinamento para membros da CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes/ NR-5 MTE
 - Elaboração de Mapa de Riscos/ NR-5 MTE
 - Ginástica Laboral

 ÁREA DE ATENDIMENTO
 A MALG Consultoria e treinamentos atua na Cidade de Paulo Afonso-BA, e atendendo também nas cidades circunvizinhas. Podendo prestar serviços em outros Estados, tais como: Pernambuco, Alagoas e Sergipe.

 EQUIPE TÉCNICA
 Lucas Santos Gomes
 Tecnólogo em Segurança no Trabalho
 Técnico em Segurança no Trabalho

 Madson Alexandre Salvino de Melo
 Tecnólogo em Segurança no Trabalho
 Técnico em Segurança no Trabalho
 Pós-Graduando em Gestão Ambiental e Recursos Hídricos

 FALE CONOSCO:

Malg.consultoria@hotmail.com
http://www.facebook.com/MalgConsultoriaSST?ref=ts&fref=ts          CURTA
http://www.facebook.com/MALG.CONSULTORIA?ref=tn_tnmn         ADICIONE
http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=5088749220071730856        ADICIONE


CONSULTORES

Madson Alexandre Salvino de Melo
madsonalexandre@hotmail.com
(55) 75 8814 9093
(55) 75 9190 1636


 Lucas Santos Gomes
 lucas_sandes2@hotmail.com
 (55) 75 9231 7482
 (55) 75 8883 2363

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

INCÊNDIOS EM LOJAS E FÁBRICAS / COMO O "PPRA" PODE AJUDAR A EVITAR O SINISTRO

NR - 9 PPRA / NR – 23 PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS
O que é PPRA?
É um programa que visa à preservação da saúde e integridade dos trabalhadores, através dos levantamentos dos riscos durante a antecipação e reconhecimento, avaliação e aplicação dos controles necessários da ocorrência dos riscos.


Sua empresa precisa?
Deve elaborar o PPRA toda empresa ou instituições que admitem trabalhadores como empregados.




 
                                                    FOTO:http://www1.folha.uol.com.br

NR – 23 PRIMORDIAL PARA A ELABORAÇÃO DO PPRA - PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS.
Todos os empregadores devem adotar medidas de prevenção de incêndios, em conformidade com a legislação estadual e as normas técnicas aplicáveis.
O empregador deve providenciar para todos os trabalhadores informações sobre:
a) utilização dos equipamentos de combate ao incêndio;
b) procedimentos para evacuação dos locais de trabalho com segurança;
c) dispositivos de alarme existentes.
Os locais de trabalho deverão dispor de saídas, em número suficiente e dispostas de modo que aqueles que se
encontrem nesses locais possam abandoná-los com rapidez e segurança, em caso de emergência.
As aberturas, saídas e vias de passagem devem ser claramente assinaladas por meio de placas ou sinais luminosos,
indicando a direção da saída.
Nenhuma saída de emergência deverá ser fechada à chave ou presa durante a jornada de trabalho.
As saídas de emergência podem ser equipadas com dispositivos de travamento que permitam fácil abertura do interior do estabelecimento.
 

 

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

TURMA ENQUADRA COLETA DE LIXO COMO ATIVIDADE DE RISCO




(Qua, 26 Set 2012, 13:17)
A Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho firmou entendimento de que a atividade de coleta de lixo em vias públicas e feita com a utilização de caminhões, enquadra-se na classificação de atividade de risco.
Com o reconhecimento da responsabilidade objetiva da empresa Proposta Engenharia de Edificações Ltda. por dano causado a um gari, o Colegiado confirmou a condenação ao pagamento de 150 salários mínimos, por danos moral e estético, oriunda do Tribunal Regional de Campinas (15ª).
O ministro Renato Lacerda de Paiva, relator dos autos, destacou que a teoria da responsabilidade objetiva pelo risco criado tem aplicação na atividade desenvolvida pela empresa atuante no ramo de limpeza urbana e, teve sua origem, na necessidade de responsabilizar o empregador pelas doenças profissionais adquiridas e pelos acidentes sofridos por seus empregados no exercício regular da atividade laboral. Isso, segundo o ministro, em razão da natural dificuldade daqueles em comprovar a culpa do patrão.
A teoria, também denominada de teoria do risco da atividade econômica, encontra-se consagrada pelo art. 2º da CLT, cujo texto expressa que é empregador a empresa, individual ou coletiva, que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço.
Na decisão proferida pela Segunda Turma, ressaltou-se que a profissão de coletor de lixo é atividade de risco por expor o trabalhador a maior probabilidade de sinistro, como ocorreu no caso examinado, em que o empregado se acidentou ao saltar do caminhão. No acidente, o coletor de lixo sofreu lesão ligamentar do joelho esquerdo, com tratamento cirúrgico e sequelas que lhe causaram incapacidade para o trabalho e consequente aposentadoria por invalidez em 2003.
O julgamento deu-se de forma unânime, com ressalva de fundamentação do ministro Caputo Bastos.
(Cristina Gimenes/RA)
TURMA
O TST possui oito Turmas julgadoras, cada uma composta por três ministros, com a atribuição de analisar recursos de revista, agravos, agravos de instrumento, agravos regimentais e recursos ordinários em ação cautelar. Das decisões das Turmas, a parte ainda pode, em alguns casos, recorrer à Subseção I Especializada em Dissídios Individuais (SBDI-1).
Esta matéria tem caráter informativo, sem cunho oficial.
Permitida a reprodução mediante citação da fonte.
Secretaria de Comunicação Social
Tribunal Superior do Trabalho
Tel. (61) 3043-4907

imprensa@tst.jus.br

Fonte: http://www.tst.jus.br 

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

MAIS DE UMA MORTE ACIDENTAL DE TRABALHADORES DA CONSTRUÇÃO CIVIL É REGISTRADA POR DIA



Mais de uma morte acidental de trabalhadores da construção civil é registrada por dia em canteiros de obras espalhados pelo Brasil, segundo dados do Ministério da Previdência.

Acidentes recentes chamaram a atenção para o problema. Nos últimos dois meses, dois operários do Rio de Janeiro foram atingidos por vergalhões em obras: Eduardo Leite, de 25 anos, teve o crânio perfurado; em Francisco Barroso, o pedaço de metal atravessou o pescoço ambos sobreviveram. Em junho, um trabalhador de Brasília morreu ao cair de uma altura de 30 metros na construção do Estádio Nacional.

Só na cidade de São Paulo, pelo menos oito trabalhadores morreram este ano, de acordo com o sindicato do setor. No Rio de Janeiro, foram pelo menos dois casos.

Em todo o país, 438 trabalhadores da construção civil morreram em acidentes de trabalho em 2010 (dado mais recente disponível). O setor foi o terceiro que mais matou - a indústria de transformação, que perdeu 648 vidas, está em primeiro lugar. Ao todo, foram 2.712 mortes por acidente de trabalho naquele ano, segundo dados da Previdência.

E os números podem ser ainda maiores o próprio governo os considera subestimados, já que só levam em conta funcionários com carteira assinada e deixam os informais de fora. Na construção civil, os informais são cerca de 40% da mão de obra, de acordo com o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP).

Exército de inválidos

"Estamos criando um exército de inválidos, com um custo altíssimo para o Estado e para as famílias dessas pessoas", diz Rubens Curado, gestor nacional do programa Trabalho Seguro, do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

A situação levou o TST a eleger a construção civil como tema deste ano do programa Trabalho Seguro, que visa aumentar a conscientização de trabalhadores e empresas sobre a necessidade de adotar medidas para evitar os acidentes.

A construção civil foi responsável por 56.433 acidentes em 2010, número considerado irracional por Curado e equivalente a 8% do total verificado no país envolvendo trabalhadores (701.496).

Para Curado, o governo precisa adotar ações urgentes para reverter esse quadro. Uma delas seria investir na inclusão, nas escolas, de disciplinas que ensinem as crianças a evitar acidentes.

Boom de obras

O vice-presidente de Relações Capital-Trabalho do SindusCon-SP, Haruo Ishikawa, avalia que a alta no investimento na construção civil nos últimos anos no setor imobiliário e em infraestrutura , teve impacto também nos acidentes e mortes verificadas no setor.

"O país não estava preparado com profissionais qualificados para o boom de obras que vimos nos últimos anos", disse ele.

Segundo Ishikawa, o número de trabalhadores formais no setor aumentou de 1,5 milhão para 3,5 milhões entre 2006 e 2012, sem que houvesse aumento proporcional no número de acidentes e mortes.

Ele diz que as empresas de construção investem em treinamento e conscientização de seus trabalhadores e que os acidentes em obras acabam chamando a atenção por conta da gravidade e do interesse da imprensa.

Cumprimento de normas

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo (Sintracon-SP), Antonio de Sousa Ramalho, diz que o país dispõe de boas normas de segurança que, se respeitadas, poderiam reduzir os acidentes e mortes nos canteiros.

"Para que isso aconteça, diz ele, seria necessário aumentar a fiscalização. Não deveria existir acidente. Quando acontece, é por falta de prevenção e cuidado", diz Ramalho. Aqui em São Paulo, paramos obras quase todo dia por desrespeito às normas de segurança, completou.

O procurador do Ministério Público do Trabalho (MPT) em Brasília Valdir Pereira da Silva concorda que os acidentes são resultado de falha no cumprimento de normas de segurança. E diz que a situação só vai mudar com conscientização de trabalhadores, além de fiscalização e repreensão, inclusive com multas altas contra as empresas, que são as responsáveis pelo cumprimento das regras.

"A empresa é a responsável pela aplicação das normas e tem que fiscalizar e cobrar dos seus trabalhadores o cumprimento delas. Jogar a culpa nos funcionários quando ocorre o acidente, ou alegar que eles acontecem por conta da baixa escolaridade, é uma visão simplista e injusta", diz Silva.

Taxa em queda

Procurado pelo G1, o Ministério do Trabalho e Emprego informou que houve redução na taxa de incidência de acidentes de trabalho na construção civil, de 11,54 para 9,06 acidentes por mil trabalhadores entre 2008 e 2010.

No mesmo período, a taxa de mortalidade no setor caiu de 8,10 mortes por 100 mil trabalhadores, para 7,03 mortes.

O ministério informou que suas fiscalizações em canteiros de obras aumentaram de 25.706 em 2001 para 31.828 em 2011 e que a construção civil tem sido a prioridade para os cerca de mil auditores-fiscais que realizam ações de segurança no trabalho no país.

Os agravos à saúde e à vida do trabalhador não podem ser resumidos a fatores isolados, especialmente quando se pensa que as empresas não têm sido fiscalizadas, diz o ministério em nota.

Precisamos destacar é que a proteção à saúde e à vida dos trabalhadores precisa ser elevada nas empresas, pelo menos, à mesma importância que a proteção aos lucros.

Segundo o MTE, seu orçamento para 2013 prevê R$ 3,1 milhões para Inspeção em Segurança e Saúde no Trabalho e outros R$ 990 mil para serem aplicados em Auditoria Trabalhista de Obras de Infraestrutura.

Fonte: G1

terça-feira, 18 de setembro de 2012

OBRIGATORIEDADE DE TODA EMPRESA POSSUIR O PCMSO E O PPRA

A legislação em vigor exige que todos empregadores e instituições elaborem e implementem o PCMSO e o PPRA.

O PCMSO – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional e o PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais são programas estabelecidos pelas NR-7 e NR-9, respectivamente, que visam promover e preservar a saúde e a integridade dos trabalhadores em decorrência dos riscos (físicos e ambientais) existentes nos ambientes de trabalho.

O que muita gente não sabe é que a legislação em vigor exige quetodos empregadores e instituições que admitem trabalhadores como empregados são obrigados a elaborarem e implementarem o PCMSO e o PPRA. Veja, portanto, que independente do número de funcionários e do ramo de atividade, é obrigatória a elaboração e implementação dos programas de prevenção em comento.

É claro, o PPRA e o PCMSO de uma loja pequena e com poucos funcionários terão características, complexidades e exigências diferentes de uma indústria com centenas de funcionários, por exemplo. Mas, todos estão obrigados a tê-los.

Provavelmente essa carência de conhecimento dos empregadores se dá em razão da falta de fiscalização do órgão competente (Ministério do Trabalho e Emprego), que em razão do número de estabelecimentos sujeitos a implementação destes programas fica de mãos atadas para colocar em prática a legislação infraconstitucional.

O PCMSO é elaborado por médico do Trabalho e está voltado para o controle da saúde física e mental do trabalhador, em função de suas atividades, e obriga a realização de exames médicos admissionais, de mudança de função e de retorno ao trabalho, estabelecendo, ainda, a obrigatoriedade de um exame médico periódico.

Já o PPRA é elaborado por engenheiro do Trabalho ou técnico de Segurança do Trabalho e está voltado para controlar as ocorrências de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho, tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais. A legislação de segurança do trabalho brasileira considera como riscos ambientais os seguintes agentes: físicos, químicos e biológicos.

Além dos objetivos específicos de cada programa, podemos dizer que os objetivos comuns de ambos os programas são criar mentalidade preventiva em trabalhadores e empresários e reduzir ou eliminar a conduta de improvisos e do "jeitinho brasileiro" de ser.

As empresas que não cumprirem as exigências destas normas estarão sujeitas a penalidades que variam de multas à interdição do estabelecimento.

Se for caso de aplicação de multa, uma empresa que tem três funcionários, por exemplo, e não implantou ambos os programas, quando fiscalizada, receberá uma multa que poderá variar de R$ 1.015 a R$ 1.254 por não ter implantado o PCMSO e pela não implantação do PPRA uma multa valor de R$ 2.252 a R$ 2.792, dependendo do auditor-fiscal.

As multas são calculadas em função do número de empregados existentes na empresa e do índice de infração (de 1 a 4), que por sua vez é encontrado de acordo com o item/subitem da norma regulamentadora que foi descumprido, tudo conforme prevê o anexo I, da NR 28, que trata especificamente das penalidades.

Veja, portanto, que com a elaboração e implementação do PCMSO e do PPRA o custo benefício é altamente positivo tanto para o empregado, como para o empregador, pois, na medida em que o primeiro irá receber uma melhor qualidade de vida, com um local de trabalhado mais propício para desenvolver suas atividades, o segundo estará devidamente documentado, evitando, assim, implicações legais que podem acarretar consideráveis ônus, além, é claro de ter uma melhor produção de seus funcionários e, consequentemente, aumentar o seu faturamento.

Dúvidas:

Toda empresa deve dispor de PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional)?

Sim, podemos encontrar na norma regulamentadora NR9 diretrizes que estabelecem a obrigatoriedade de elaboração e implementação, por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados, cujo objetivo é de promoção e preservação da saúde do conjunto dos seus trabalhadores.

Tenho apenas um funcionário, mesmo assim preciso fazer o PPRA?

Sim, podemos encontrar maiores informações na norma regulamentadora NR9, que resumidamente estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação, por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados.

Quando devo ter CIPA em minha empresa?

Segundo a NR5, a CIPA tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da vida do trabalhador. A CIPA deverá ser composta de representantes do empregador e dos empregados, de acordo com o dimensionamento previsto no Quadro 1 da NR5, ressalvadas as alterações disciplinadas em atos normativos para setores econômicos específicos.

Qual é a função da CIPA?

Segundo a NR5, a CIPA tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da vida do trabalhador. A CIPA deverá ser composta de representantes do empregador e dos empregados, de acordo com o dimensionamento previsto no Quadro 1 da NR5, ressalvadas as alterações disciplinadas em atos normativos para setores econômicos específicos.

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